Eduardo Neves conta como foi o Mundial Feminino
September 30, 2008 on 11:16 pm | In Outros | Comments OffO campeão mundial da classe Snipe, Eduardo Neves, foi de técnico da Juliana Mota e Viviane Beghin na Espanha e conta como foi o campeonato:
Oi Pessoal,
Primeiro de tudo quero agradecer o carinho, a ajuda, a força e/ou a torcida que todos vocês dispensaram a essa campanha das meninas no Mundial Feminino da Classe Snipe de 2008.
Esse foi considerado o Campeonato Feminino de maior nível técnico da história da classe, foram disputadas regatas dificílimas, com condições de vento e mar que seriam adversas para qualquer tripulação masculina velejar.
Das nove regatas disputadas duas foram com ventos de 8 a 12 nós (primeiro dia), com poucas ondas, uma com ventos de 12 a 18 nós (segundo dia), com bastante onda, e seis com ventos de 18 a 23 nós, com ondas de 1 a 1m e meio, de intervalo curto (picado), condições muito diferentes das que ultimamente estamos nos acostumando a ver nos campeonatos no Brasil e pelo mundo.
Essas meninas mostraram-se, acima de tudo, muito guerreiras e extremamente competitivas, travaram duelos lindíssimos de assistir com as duplas dos USA, URU e ESP nos ventos fortes e juntando-se a esse grupo, a ITA nos ventos fracos/médios.
Foram lindos duelos das meninas com essas 3 duplas que mencionei. O barco brasileiro era o mais rápido da competição, mas essas 3 duplas eram formadas por grandes velejadoras.
A dupla americana tinha a medalhista de ouro em Pequim na classe Laser no leme e a proeira do Augie Dias passando a experiência do barco.
A timoneira da dupla espanhola era a segunda velejadora da equipe olímpica espanhola de 470, que fez 4 anos de campanha para Pequim e perdeu a vaga olímpica na última regata da seletiva espanhola, com uma proeira bem experiente na classe Snipe.
A dupla uruguaia, das irmãs Foglia, não precisa nem de apresentação, são bi-campeãs mundiais, com resultados muito significativo inclusive entre os homens.
No ultimo dia, com ventos de 18 a 21 nós e ondas de um metro a um metro e meio (picada), elas obtiveram dois segundos e um quarto lugar, sendo que um desses segundo elas disputavam a liderança palmo a palmo com as americanas, quando tiveram que pagar um 720º no segundo contravento, caindo para 4ª posição, mas recuperando a segunda posição antes mesmo da montagem da bóia e foram buscar as americanas no través e ultimo contravento, com as americanas dando na cara e elas chegando e por muito pouco (menos de meio barco) não vencem a regata.
Na segunda regata uma grande rondada para a direita estragou a largada das brasileiras (próxima da bóia), mas elas rapidamente entraram na disputa com as 3 e foi uma grande alternância de posições entre elas, ficando as meninas com a 4ª posição, as espanholas com a 3ª, as uruguaias na 2ª e as americanas ganhando, entretanto as uruguaias escaparam e deram adeus a disputa.
A última regata foi entre as meninas, as americanas e as espanholas. Novamente as duas largaram melhor que as meninas, mas com uma recuperação fantástica as brasileiras já ocupavam a 3ª posição no segundo contravento e no último elas voaram, passaram as americanas e foram disputar a chegada com as espanholas na última cambada, ficando novamente em 2º lugar por menos de meio barco.
Foi um enorme prazer treinar essas raçudas, determinadas e competitivas meninas, que foram fantásticas, sendo inclusive um bom exemplo para as demais tripulações (de ambos os sexos) de que determinação, dedicação, treino e esforço sempre dão recompensas no final.
Elas merecem toda a festa, nosso carinho e admiração quando retornarem ao Brasil, pois o grande campeão nem sempre é aquele que vence, mas sim aquele que aprende e cresce com os seus erros cometidos durante sua trajetória.
Tenho certeza que elas ainda vão dar muitas outras alegrias à nossa flotilha e à Classe Snipe do Brasil.
Um grande abraço a todos,
Juliana Mota e Viviane Beghin são Bronze no Mundial
September 29, 2008 on 11:08 am | In Resultados | Comments OffPrezados Snipistas, se a cúpula da Capitania da Flotilha 159 não estiver doida, vale dizer, com imensa satisfação, que a dupla Juliana Mota e Viviane Beghin conquistou o BRONZE no mundial feminino da classe snipe, em Roquetas de Mar, Almeria, Espanha. Não é preciso dizer que este 3º lugar é mais uma conquista de expressão para a vela do Brasil, não é mesmo???
Juliana e Vivi travaram grandes “duelos” com as duplas espanhola (Marinas & Marinas) e americana (a Timoneira foi OURO na laser radial em Qingdao e a Proeira algumas vezes campeã mundial de snipe na proa da fera Augie Diez). Para vocês terem uma idéia, nas últimas três regatas da competição, Juliana e Vivi se alternaram na 2ª e 3ª colocações com as americanas e espanholas. Nossa velejadoras não ganharam uma regata sequer, mas a regularidade na campanha permitiu que, ao final, o BRONZE fosse conquistado com láurea.
A performance de Juliana e Vivi deve estar perturbando até agora las hermanas Foglia, as quais, apesar de terem vencido 2 regatas das 9 disputadas, acabaram em 5º lugar geral. E por que? Porque em novembro próximo, em Punta del Este, Brasil e Uruguai irão se confrontar novamente no campeonato sul americano e, cá entre nós, hoje, Juliana e Vivi
estão andando muito mais que las hermanas.
A dupla espanhola (Marinas & Marinas) conquistou o ouro, enquanto a fortíssima dupla americana ficou com a prata.
Viva nossa dupla brasileira !!!! Parabéns Juliana Mota e Viviane Beghin. Nosso muito obrigado por hastearem a bandeira do nosso ICRJ em evento internacional de alta relevância.
E por último, mas não menos importante: parabéns Eduardo Neves, pelo excelente trabalho que você tem desenvolvido em prol da Flotilha 159, e nossa admiração pelo conjunto de virtudes que você tem apresentado a todos nós.
Capitania da Flotilha 159
38º Campeonato Sul Brasileiro da classe Snipe
September 8, 2008 on 4:04 pm | In Resultados | Comments OffO Yacht Club Santo Amaro sediou o 38º Campeonato Sul Brasileiro da Classe Snipe. A competição aconteceu nos dias 05 a 07 de Setembro e contou com a participação de snipistas dos quatro cantos do Brasil. Alguns de Aracaju, Salvador, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.
Os vencedores foram os santistas Rafael Galioti e Henrique Gomes, que além do troféu do campeonato, ganharam um troféu ofertado pelo Yacht Club Santo Amaro e ainda levaram o troféu transitório da competição que já existe desde 1970.
Na cerimônia de abertura, o vice-comodoro do YCSA, Sr. Claudio Henrique Martins pediu aos competidores um minuto de silêncio em memória do Sr. Reginaldo Kuhlmann, entusiasta da classe, fabricante de barcos e cujo filho Augusto foi um grande velejador na categoria.
No primeiro dia os ventos variaram de 8 a 11 nós. “Tivemos regatas bastante disputadas, os competidores chegando quase embolados mas o destaque foi para a dupla santista Rafael Galiotti timoneando e o proeiro Henrique Gomes, que venceram as duas regatas do dia” destacou o capitão Claudio Buckup, que foi o juiz de regata. No segundo dia de competições os ventos variaram de 6 a 8 nós e a competitividade persistiu, a dupla santista, não encontrou a mesma facilidade, chegando na segunda e terceira posição, mas mantendo a liderança. Na primeira regata do dia Arcellio Moreira e Thiago, do C. N. Charitas, chegaram em primeiro e na segunda regata foi a vez de Paulo Santos e João Hackerott, do ICRJ, garantirem o 1º lugar.
No terceiro e último dia de regatas, antes mesmo do início, um susto. Ricardo Didier, do YCP, sofreu um acidente no percurso para a raia. A dupla Ricardo e Rodrigo estavam a caminho quando um banco de areia os tirou da competição. “ Saímos do clube com vento noroeste e estávamos não tão perto da margem da represa, a bolina estava num dente só e a gente atingiu um banco de areia, primeiro demos uma raspada, aí a gente tentou subir a bolina e na segunda o barco parou e projetou o meu timoneiro Ricardo Didier para frente e ele bateu a cabeça na proa do barco, abriu um corte e sangrou um pouco, mas foi um susto e está tudo bem. Na competição a gente tava mal, no primeiro dia a gente tomou duas desclassificações por largada escapada… Na verdade, completou com o pé esquerdo. Mas esta é a primeira vez que competimos juntos, vamos continuar treinando e melhor sorte na próxima.” – disse Rodrigo.
Os ventos do terceiro dia estiveram entre 8 e 12 nós com rajadas que atingiram 16 mas essa força foi diminuindo no transcorrer das regatas. No mais, a competitividade se manteve. E vale destacar que nas quatro categorias disputadas, o YCSA sempre esteve com algum representante entre os três melhores. Após a premiação, a dupla campeã foi jogada na represa como forma de batismo dos colegas.
Confira as primeiras colocações
As 10 primeiras colocações no geral foram:
1 – Rafael Galiotti / Henrique Gomes – CIR – 9 ptos.
2 – Paulo Santos / João Hackerott – ICRJ – 15 ptos.
3 – Carlos H. Wanderley / Richard Zietemann – YCSA – 17 ptos.
4 – Arcéllio Moreira / Thiago – C. N. Charitas – 35 ptos
5 – Mercelo A. Bellotti / Alex Bunese Jr – CCC / IC Sta. Catarina – 37 ptos.
6 – Ricardo C. Barbosa / Carlos Ney Ribeiro – YCSA – 38 ptos.
7 – Fernando Bocciarelli / Marina Bocciarelli – Armação – 42 ptos
8 - Mateus Tavares / Luiz Eduardo G. Perez – YCB – 43 ptos.
9 – Felipe Linhares / Rodrigo Evangelista – ICSC – 63 ptos.
10 – Bruno Nanni / André Lima – YCSA – 69 ptos.
Na categoria Sênior, os 3 primeiros foram:
1 – Rafael Galiotti / Henrique Gomes – CIR – 9 ptos.
2 – Paulo Santos / João Hackerott – ICRJ – 15 ptos.
3 – Carlos H. Wanderley / Richard Zietemann – YCSA – 17 ptos.
Na categoria Mista, os 3 primeiros foram:
1 – Fernando Bocciarelli / Marina Bocciarelli – Armação – 42 ptos.
2 – Marcelo Fuchs / Cristina Fuchs – YCSA – 84 ptos.
3 – Marim E. D. Neto / Renata Silveira – CIR – 101 ptos.
Na Júnior, com a desistência de Ricardo Didier e Rodrigo, sobraram apenas três barcos que terminaram na seguinte ordem:
1 – Bruno Nanni / André Lima – YCSA – 69 ptos.
2 – Yuri Mendes Martins / Raphael C. – C N Piraque / C Caiçaras – 137 ptos.
3 – Rodrigo Inácio / Rafael Spitaletti – Supmar – 169 ptos.
E na Master, os dois melhores foram:
1 – Carlos Hackerott / Sandra Hackerott – YCP – 117 ptos.
2 – Carlos Ubiratã / Eduardo Barbosa – I C Aracaju – 127 ptos.
3 – Peter Kratschmer / Richard Kratschmer – YCSA – 155 ptos.
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